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A
maioria dos estudos conhecidos acerca da tradição
africano-brasileira têm sido analisados a partir do
aspecto antropológico ou da transmissão oral;
a linguagem corporal e o aspecto educativo têm tido
pouca consideração entre os estudiosos da área
em questão.
Tenho
observado e vivenciado essa situação, sobretudo
na área de dança-arte-educação,
no que se refere ao ensino e à formação
de indivíduos brasileiros. Vejo teorias etnocêntricas
continuarem bastante arraigadas disseminadas através
do sistema educacional, desestruturando e diluindo a tradição
africano-brasileira, impedindo com isso a formação
de uma realidade plural artístico-nacional e a descoberta
aprofundada e audaz na criação artística
e nos métodos educacionais com raízes brasileiras.
No
limite deste trabalho, resultado do meu doutorado, o que se
qui realizar foi a elaboração de uma proposta
na dança-arte-educação, procurando recuperar
elementos estéticos e míticos presentes na tradição
africano-brasileira, enquanto criação coletiva.
A
experiência específica realiza-se no conhecimento
teórico e prático vivenciado no universo mítico
do tambor Batá, entre os Yorubá,
na Nigéria, e seus descendentes no Brasil; depois,
essa experiência pôde gerar a elaboração
de um poema e montagem cênica Ayán: símbolo
do fogo, cujo resultado ofereceu os fundamentos para a
metodologia no desdobramento da vivência pedagógica
pluricultural e na construção de uma identidade
individual.
Inaicyra
Falcão dos Santos
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